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Donald e a interferência trumpista na eleição brasileira
SURPRESA NÃO É, mas é um escândalo internacional a divulgação – a partir dos Estados Unidos – que o autocrata Donald Trump está dando andamento a seu plano para fraudar as eleições brasileiras. O galegão do veneno da Casa Branca está acelerando seu velho anseio de subjugar o Brasil.
AO DAR GUARIDA A BANDIDOS brasileiros nos Estados Unidos, Trump, desde o início de sua segunda locação da Casa Branca, sustenta delinquentes para atuarem a seu serviço, garantindo-lhes coito para atacar o Brasil, especialmente os poderes Judiciário e o Executivo. Dentre esses apaniguados, o pequeno Paulo – neto do finado general Figueiredo – exibe vínculos velhos com Donald, desde a construção de um hotel com a marca Trump na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O projeto não se realizou e gerou investigações sobre fraudes, provocando a prisão do neto de Figueiredo, em Miami, em 2019 – mas tendo o cúmplice como presidente dos Estados Unidos, passou apenas 17 dias em cana, cumprindo cerca de dois anos de medidas cautelares na Flórida até o caso se trancado no Brasil em 2021 (durante o mandato do amigão Jair). Outros meliantes, foragidos da justiça brasileira e protegidos por Donald são – só para citar dos mais famosos – Allan dos Santos, Dudu Bananinha e Alexandre Ramagem, todos atacando o Brasil.
COMO A CANDIDATURA do filho do presidiário naufragou, e com o aumento dos problemas políticos de Trump nos Estados Unidos e no resto do mundo, o oligarca ianque voltou a provocar o Brasil. O retorno das taxas inexplicáveis contra as exportações brasileiras – que prejudica também empresários americanos – foi acompanhado da retórica virulenta de um de seus mais fiéis áulicos, o cubano Marco Rubio, replicando declarações hostis de Trump, evidenciando o fim do “pintou um clima” com Lula.
CAIU A FICHA DE TRUMP em relação ao fracasso da candidatura do filho do presidiário, assim como a falta de competitividade dos demais candidatos com disposição de lhe dobrar o espinhaço. Donald acelerou na interferência direta nas eleições brasileiras, e analistas enxergaram na escalafobética participação do presidente argentino na convenção bolsonarista como mais uma cutucada trumpista. Mas a mais escandalosa expressão dessa política provocativa foi o envio de dois agentes nada secretos do governo americano ao Brasil, para difamarem o sistema eleitoral brasileiro. Na cara de madeira, sem disfarces. Apropriadamente, o Itamaraty negou visto à dupla.
DENUNCIADOS PELO THE WASHINGTON POST, os agentes Riley Barnes e Samuel Samson ficaram expostos antes de iniciarem a missão. Dançaram. Samson é o mais notório, com extensa folha corrida. O Post denunciou que ele “viajou da África para a Europa, promovendo a linha política conservadora do presidente Donald Trump e cultivando laços com grupos de direita”, conforme repercutido pela BBC. Por sua vez, matéria no The New York Times informou que “Samson esteve à frente de esforços para redefinir as relações dos EUA com a Europa e que, ao viajar pelo continente, buscou estreitar laços de Washington com figuras da direita radical europeia e fortalecer essas figuras em detrimento da classe política centrista da Europa”. Ainda segundo o NYT, em maio deste ano, o agente trumpista “esteve em Paris tentando convencer uma comissão de direitos humanos de que Marine Le Pen, líder da direita radical francesa recentemente condenada por se apropriar indevidamente de fundos europeus para financiar seu partido, havia sido ‘injustamente perseguida’”.
BARRADOS NO BAILE, os dois agentes provocadores de Trump serão seguidos de muitas outras tentativas trumpistas/bolsonaristas para tumultuar as eleições brasileiras. Não é novidade. Cabe ao Brasil manter a atenção em alta, responder cada provocação sem aperreio, e votar com segurança e tranquilidade.


