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Um presidiário armado é uma ameaça absurda e injustificável
PRESIDIÁRIO PODE portar armas? Pode manter armas na prisão? Os direitos de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) valem dentro da cadeia? Essas são perguntas básicas, que seriam desnecessárias, para entender a condição de um encarcerado seguir armado durante o cumprimento de sua pena.
NÃO PODE, OBVIAMENTE. Mas um presidiário, mito do crime organizado, estava preso junto com um armamento variado e de alto poder de fogo. Falamos do condenado Jair Messias, o Boçalnauro. Um vagabundo de extrema periculosidade, delinquente capaz de passar adiante armas de sua propriedade e que, segundo a Lei, deveriam estar resguardadas em cofre apropriado. Sua biografia, de domínio público, deveria ter-lhe impedido a inscrição como CAC. Ele nunca se cansou de repetir ter sido “treinado para matar”, de festejar “CPFs cancelados”, além de defender o fuzilamento de adversários políticos, como o então presidente Fernando Henrique Cardoso. E mais, apesar de todo adestramento, oficialmente recebido no tempo fardado, provou ser incapaz de usar corretamente uma arma em situações de risco.
TAMANHO É O DESPREPARO de Jair B no manuseio de armas, que “bateu coco” na primeira oportunidade em que poderia demonstrar a destreza como Oficial Combatente do Exército Brasileiro. Consta que o parasita hoje detido teria cursado cinco anos de educação bélica (um ano numa escola preparatória de cadetes, mais quatro anos na Academia Militar das Agulhas Negras) e se “qualificado” como capitão paraquedista. Mas que oficial, hein? Incapaz de se defender de um reles assalto de rua – no qual perdeu uma pistola 9mm, de uso privativo, para o primeiro assaltante que topou pela frente. Incapaz também de, mesmo postado em posição elevada, se defender de uma faca de cozinha... E a nação investe algo como R$ 500 mil para formar um oficial! Essa estimativa de custo é uma informação da IA Google, mas fico com a impressão de que esse valor seria muito maior...
ESSE DESQUALIFICADO, independentemente da merecida condenação (que hoje curte confortavelmente refastelado em seu chatô), não poderia jamais portar sequer um canivete. Mas tem registrado em seu nome – e ao alcance se sua finória mão, na mansão que lhe serve de “detenção” – um arsenal composto de 11 armas de alto poder de fogo, a saber, segundo levantamento publicado pelo UOL, em 03/07/2026: Pistola Forjas Taurus, calibre .380 Automatic; Pistola Forjas Taurus, calibre .40 Smith & Wesson; Pistola Glock, calibre 9x19 COLOmm Parabellum; Carabina/Fuzil Caracal, calibre 5,56x45 mm; Pistola Caracal, calibre 9x19 mm Parabellum; Carabina/Fuzil Springfield Armory, calibre 7,62x51 mm; Espingarda Typhoon, calibre 12 GA; Pistola Arex, calibre 9x19 mm Parabellum; Pistola SIG-Sauer, calibre 9x19 mm Parabellum; Espingarda Maestro Arms Company, calibre 12 GA... e mais a pistola Glock 9mm que ele achou melhor jair dando ao sargento Estácio Leite da Silva Filho, arma apreendida durante uma blitz em Brasília. Tem jeito isso?
EM FUNÇÃO DA APREENSÃO da arma repassada pelo apenado Jair ao sargento (patente preferida pelo ex-capitão para intimidades), caiu a ficha no STF. A Justiça lembrou-se de que aquele presidiário não só tinha um arsenal poderoso registrado em seu nome, como está “preso” no mesmo sítio onde guardava todo esse armamento. Ainda que tardiamente, tomou-se a indispensável medida de jair cassando o registro como CAC desse bandido atualmente encarcerado, e jair apreendendo toda a vasta armaria então sem seu poder. Aplausos, pois – mesmo com atraso – cada vagabundo desarmado é um perigo a menos para a sociedade. Mas que não seja cancelado o CPF, como obstinadamente defendido (para outrem) por Jair Messias e seus bolsonaristas fiéis. Basta seguir a Lei: desarma e prende, não necessariamente nesta ordem.

