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Um carioca versado nas artes e artistas das Alagoas
CLAUFE RODRIGUES é cineasta, músico, letrista, poeta, pesquisador... Carioca nascido em 1956, formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF). “Trabalhou na TV Globo (19881 a 1988) como editor de telejornais (JH, JN, JG), colunista de lançamentos culturais (RJTV-1) e repórter especial (JH). Foi editor-chefe do TJ Rio, do SBT. Nos anos 90, dirigiu vários programas para o Globo Ecologia e o Globo Repórter, onde ganhou o prêmio ‘Wladimir Herzog’ pelo especial sobre o Riocentro”, conforme relata Ricardo Cravo Albin em seu Dicionário da Música Popular Brasileira. Acesse o verbete completo em https://dicionariompb.com.br/artista/claufe-rodrigues/.
COMEMORANDO O 70º aniversário do cineasta, a GloboNews vai homenageá-lo, de quebra homenageando Alagoas, com a exibição de seu filme “Faz Sol La Sim”, às 23 horas do sábado, 27 de junho, dia exato em que Claufe Rodrigues sopra as sete dezenas de velinhas. Um belo presente – ao aniversariante e ao público em geral. Sugiro você não perder essa festa: vá lá, sem sair de casa, sintonize o canal acima indicado e se delicie com esse filme, um documentário focado na musicalidade alagoana que brota das generosas margens da Lagoa Manguaba.
FAZ SOL LA SIM é um documentário com 78 minutos de duração, lançado em 2020. Na internet, a obra é assim apresentada pelo site gshow.globo.com: “Numa pequena cidade do litoral do nordeste brasileiro, a música é como o peixe: o meio de vida de milhares de pessoas. Ao contrário de outras regiões, onde seguir a carreira musical é uma decisão considerada bastante temerária, em Marechal Deodoro, antiga capital de Alagoas, a música pode ser mais que a salvação de crianças em risco social – a garantia de uma profissão estável e duradoura. O filme mergulha no universo de mais de 500 pessoas, entre maestros e músicos, professores e alunos, homens e mulheres, idosos e crianças, que respiram música, amam música e vivem de música. Revela histórias de vida emocionantes de personagens lendários da região. Tudo isso em meio a um cenário de beleza estonteante e de forte história cultural”.
NO CAMPO DOS VERSOS, Claufe deu os primeiros passos em 1977, e dois anos depois editou seu primeiro livro, “Uma onda engole a outra”, e hoje ostenta uma bibliografia com 15 livros publicados. Em 2000, produziu a enciclopédia “100 anos de poesia, um panorama da poesia brasileira no Século XX”. No mundo das estrofes, o artista carioca teceu seu primeiro vínculo com Alagoas, via a obra de Jorge de Lima. Entre 2012 e 2027, ele organizou o evento de abrangência nacional “Dia de Jorge de Lima”, conduzindo amantes das muitas artes de Jorge de Lima até as cidades de Maceió, União dos Palmares e Rio de Janeiro, para recitais e debates em torno de “A invenção de Orfeu”, “Acendedor de Lampiões”, “O Mundo do Menino Impossível” e outras tantas criações magníficas, e para além do gigantesco universo poético, pois o autor de “Guerra Dentro do Beco” brilhou também nos campos do romance e das artes plásticas, além de ter sido médico e político de destaque. Nos dias em curso Claufe está dedicado ao projeto de transformar em filme o romance “Calunga”, uma das obras-primas em prosa do grande poeta da terra de Zumbi.
ALAGOAS PRECISA RECONHECER e valorizar a obra de Claufe Rodrigues. Até como justo tributo pelo esforço dele em espalhar a alagoanidade mundo afora. E não só divulgar as obras realizadas, mas Alagoas deve também apostar nas novas ideias dele que estão no ponto de tornarem realidade, como “Calunga” e outros (como a continuidade de “Faz Sol Lá Sim”) nos quais o autor se debruça sobre temáticas – universais – que têm Alagoas como cenário.
UM BOM COMEÇO, e ótimo presente de aniversário, será você assistir ao filme “Faz Sol lá Sim”. Amanhã, sábado, às 23 horas, na GloboNews.


