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No Cesmac, sábado é dia de feira de gibis, selos, figurinhas...
AMANHÃ, 30, o Cesmac promove a Feira de Troca de Selos, Moedas, Revistas, Histórias em Quadrinhos, e Figurinhas da Copa do Mundo. O endereço do bazar é o Centro Cultural Reitor João Sampaio, defronte à Praça Sergipe, bairro do Farol, das 9 da manhã ao meio-dia. Feirão aberto ao público, sem cobrança de taxas nem inscrições formais. É só chegar, olhar, avaliar, negociar e permutar.
DOUGLAS APRATTO TENÓRIO, vice-Reitor do Cesmac, é o pai da ideia. Excelente iniciativa, ressalte-se. É mais um projeto com a marca registrada de Douglas, sempre investindo na disseminação do conhecimento através dos meios com maior capacidade de popularização, levando a academia para além dos limites tradicionais das salas de aula. Apratto é um inovador desde sempre, criativo, como se pode comprovar pelo sucesso das temáticas abordadas através de fascículos periódicos, dentre outras engenhosidades que são suas digitais. Essa feira será mais um momento em que o ambiente universitário interage com a comunidade – neste caso específico – em sintonia com a mais antiga forma de comércio: o escambo, mais ancestral dos formatos de negociação, anterior mesmo ao uso do dinheiro. Escambar exige exercício do juízo de valor, raciocínio rápido e eficaz, esperteza. E provoca o aprendizado de técnicas ágeis num jogo ganha-ganha.
RODRIGO GUIMARÃES, professor e Coordenador Geral de Extensão do Cesmac, explica que “a feira busca promover o intercâmbio cultural e estimular o interesse pela história, pela geografia, pelo esporte e pela arte, além de fortalecer práticas de socialização e convivência. Para crianças e jovens, a experiência também contribui para o desenvolvimento da comunicação, da organização e do espírito de cooperação. As figurinhas da Copa, selos históricos, moedas antigas e histórias em quadrinhos carregam narrativas que preservam momentos importantes da cultura e da sociedade. A feira reforça a importância da cultura colecionista como patrimônio afetivo e educativo”.
APESAR DE SOBREVIVER em raros nichos específicos, a antiga vivência da permuta de bens de consumo cultural foi praticamente extinta, enquanto áreas de negociações em espaços públicos. Foi tremendamente reduzido esse hábito depois da explosão dos meios virtuais de consumo, da redução do papel das feiras livres e – muito especialmente – em consequência do confinamento das salas de cinema aos shoppings, o que dificultou continuidade da velha prática da montagem dos pontos de trocas de gibis, livros de bolso, figurinhas e álbuns de figurinhas nas calçadas perto das portas dos cinemas.
“ALÉM DAS TRADICIONAIS revistas em quadrinhos, os famosos gibis, que durante décadas foram importantes instrumentos de entretenimento e formação pedagógica para crianças e adolescentes, o evento também abrirá espaço para a troca de figurinhas da Copa do Mundo 2026, incentivando a interação entre colecionadores e apaixonados pelo universo do futebol. A proposta vai além da simples troca de objetos, será um momento de intercâmbio cultural, permuta de valores, e compartilhamento de saberes”, fundamenta o professor Douglas Apratto, em depoimento à jornalista Maíra Malta.
SE VOCÊ É FÃ de selos históricos, moedas antigas, cédulas fora de circulação, miniaturas, chaveiros, revistas em quadrinhos, livros de bolso, literatura de cordel, figurinhas da Copa do Mundo e outras temáticas colecionáveis, não deixe passar em branco essa oportunidade, vá lá. E se tiver produtos no estoque os leve ao feirão do Cesmac. Escamba-lo-emos com gosto, como nos tempos de glória do Cine Lux. Repito a agenda: 30 de maio, sábado, das 9 horas da manhã até meio-dia, feirão livre das permutas, no Centro Cultural Reitor João Sampaio, localizado em frente à Praça Sergipe, no bairro do Farol. Imperdível.


