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Vacina em defesa da vida, da saúde, da ética, da democracia

Por Enio Lins 20/05/2026

NENHUM MOMENTO HISTÓRICO deve ser esquecido. Regra geral. Evidentemente, não se pode guardar todos os acontecimentos da história na cabeça como se fosse a tradicional – e utilíssima – decoreba do Teorema de Pitágoras. Assim, em função dos riscos de repetição de tragédias, é-se necessário chamar a atenção para determinados fatos.

DURANTE A INAUGURAÇÃO
de uma escultura representando a primeira vacinação contra o Coronavírus feita em Alagoas, as recordações dos atribulados tempos da pandemia vieram à tona. Compartilho-as, embora todo mundo esteja careca de saber. Mas é indispensável relembrar, pois aquele agente patológico genocida, que matou além da conta entre cinco e seis anos atrás, continua vivo e se bulindo, contaminante tal qual no auge pandêmico nos idos jamais esquecidos de 2020 e 2021.

ESSE PATÓGENO
segue ameaçando o Brasil. Chama-se bolsonarovírus. Durante toda pandemia foi o grande aliado do coronavírus, sabotando as orientações sobre cuidados preventivos, atacando ferozmente a vacinação e medidas essenciais como o isolamento social. Até o uso das máscaras sanitárias foi boicotado pelo mito “com histórico de atleta”. E neste ano de 2026, é momento de jair elevando o tom da autodefesa da vida e da ética, pois é no clima eleitoral que o bolsonarovírus alcança seu maior poder infectante, e a Democracia volta a ser novamente colocada em perigo.

RECORDANDO A PANDEMIA,
vê-se facilmente a perniciosidade das sabotagens bolsonaristas: Enquanto a França teve praticamente o mesmo número de infectados que o Brasil (eles 39,0 milhões e nós 39,3 milhões), morreram 716.238 pessoas por Covid no Brasil e 155.589 na França. A Alemanha teve 34,3 milhões de infectados e 150.919 óbitos. Na Índia foram 44,7 milhões de infectados e 528.835 indianos mortos; nos Estados Unidos (governados por Trump) foram registradas 96,7 milhões de pessoas infectadas e 1.063.310 mortes. Entre esses cinco países com maior número de infectados e mortos, o Brasil figura como o quarto em infecções e o segundo em óbitos. O genocídio não se multiplicou mais porque foi tecida uma enorme faixa de resistência contra o negacionismo presidencial. E o início da vacinação em Alagoas, retratado pela escultura citada, é lembrança imortal de um gesto de coragem na luta pela vida, contra um governo federal bolsonarista que era expressão da covardia e do culto à ignorância.

AO OLHAR A ESCULTURA
feita por Roninho Ribeiro, as recordações se estendem para as circunstâncias daquele 19 de janeiro de 2021, quando Marta Antônia de Lima, servidora do Hospital da Mulher, foi imunizada num ato público coordenado por Renan Filho e Alexandre Ayres, então, respectivamente, governador e secretário de saúde. Apenas dois dias antes, a primeira dose da vacina havia sido ministrada no Brasil, em São Paulo, numa parceria entre o governo paulista, o Instituto Butantã e a empresa chinesa Sinovac Biotech – deixando o então presidente da República (hoje presidiário) furioso, pois o mito era (é) ardoroso negacionista, e parecia disputar com Trump quem matava mais usando o Covid-19. Forçado a liberar vacinas para todo o país, Jair, o bandido presidente, radicalizou seus ataques à imunização, espalhando temor e terror com suas ameaças e destemperos. Conforme escrito aqui em artigo anterior, naqueles tempos, aplicar e receber a vacina contra o coronavírus era um ato de coragem, de rebeldia, de cidadania.

4 E 25 DE OUTUBRO
 serão dias para tomar novas doses da vacina antibolsonarovírus. Não é obrigatória, depende de sua consciência. O negacionismo está usando toda sua força para evitar uma nova imunização em massa, depois do revés que o patógeno sofreu em 2022. Neste ano de 2026 teremos outro momento histórico relevante. Vacine-se! Convença mais gente a se vacinar. O bolsonarovírus só transmite malefícios: mata, rouba, mente, trafica, corrompe e agora até produz filmes em parceria com o crime organizado. Imunize-se. A saúde da Democracia agradece.

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