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Há 735 anos, caía Acre, a última fortaleza dos Cruzados na Palestina

Por Enio Lins 18/05/2026

Em 18 de maio de 1291 é vencida a fortaleza de Acre, a última mantida na Palestina pelos cruzados europeus. Esse fato marca a recuperação, pelos povos nativos, do território palestino cuja violenta ocupação se iniciara duzentos anos antes, em 1096, quando a Primeira Cruzada, organizada pelo papa Urbano II, invadiu militarmente a chamada “Terra Santa” para dominar Jerusalém e o território vizinho à cidade considerada sagrada pelos judeus, cristãos e muçulmanos.

Foram 200 anos de muito terror
, saques, violências contra os povos semitas (árabes e judeus) originais da Palestina. O termo “cruzado”, até hoje, oito séculos depois, é usado na região como sinônimo de bandido, assaltante e terrorista. A violenta experiência das Cruzadas, no Ocidente, apesar das críticas que sempre recebeu, ainda tem seus crimes minimizados por relados tão romanceados quanto falseados.

Polêmicas à parte
, a reconquista de Acre pelos povos originários da Palestina (árabes e judeus), em 1291, marcou o fim do domínio europeu na região também conhecida como Levante.

Mais de 800 anos depois
da primeira cruzada, a região passaria por outra trágica ocupação estrangeira. O chamado “movimento sionista”, desde o final do século XIX, tem patrocinado a invasão e colonização violenta das terras palestinas por europeus que se apresentam como descendentes dos hebreus - o povo judeu, em verdade, é originário do Sul do Iraque - que dominaram o Levante entre o século XIII a.C. e os anos 70 d.C. através dos antigos reinos de Judá e Israel. O terror dos cruzados, agora pelas armas dos sionistas europeus, com brutal violência desde 1945, voltou a barbarizar a região.

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