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Donald Trump, o topetudo poodle de Bibi Netanyahu

Por Enio Lins 24/04/2026

TRUMP está numa enrascada. Tropeçou feio na agressão ao Irã e coleciona monumentais prejuízos militares, políticos e econômicos. O autocrata americano foi na onda do genocida israelense e mergulhou de cabeça numa guerra desnecessária e temerária para suas ambições pessoais e para os interesses estadunidenses.

NETANYAHU,
o genocida israelense, segue inabalável no avançar de suas ambições pessoais e dos interesses do sionismo mais extremado. Para essa facção terrorista, a ocupação total das terras alheias tidas como “o Grande Israel, do rio ao mar” é um objetivo inegociável; e, para tal, a expulsão das populações nativas tem sido implementada num processo de exclusão étnica no qual a eliminação física é parte da estratégia de não se ater ao determinado pela ONU em 1948, no – sabotado – Plano de Partilha da Palestina.

PARA O SIONISMO MEGALÔMANO,
o conceito de guerra de agressão permanente é um dogma sagrado. Matar, sem tréguas, os povos vizinhos é apresentado como um programa “defensivo” cuja base seria “não permitir ameaças à existência de Israel”. Apontam como “ameaça” a capacidade de autodefesa da próxima vítima. Exigem que toda e qualquer vizinhança esteja desarmada e vulnerável para ser massacrada sem dar trabalho. Desde o final dos anos 1940 Israel tem destruído impunemente a capacidade defensiva de todas as nações em seu arredor. O Irã foi se resumindo ao último exemplo de resistência e, por essa ousadia, está condenado pelo sionismo à morte – ou à escravatura.

DEPOIS DE 47 ANOS
de agressões diretas e ilegais ao Irã, desde a revolução de 1979, o sionismo conseguiu dominar totalmente a Casa Branca e trazer a cavalaria americana para uma aventura estapafúrdia num deserto ético. A mais poderosa potência militar do planeta está subserviente ao comando israelense. Bibi manda, Donald obedece. Trump acreditou que o Irã seria uma Venezuela, ou um Iraque, e que – uma vez eliminado o principal dirigente – o sistema ruiria, abandonado pelas poucas lideranças sobreviventes. Assassinaram, num ato de terrorismo, o aiatolá Khamenei, aos 86 anos de idade. Mataram um bocado de outros líderes importantes na política e nas forças armadas iranianas... e o regime dos aiatolás se fortaleceu como nunca. Apesar da inferioridade ululante em termos de armamento, Teerã não arregou, reagiu com a força de um Davi enfrentando dois Golias (não desculpem a comparação, é isso mesmo). Desacostumado em ser peitado, Trump levou uma pedrada iraniana e ficou desorientado, zonzo.

NÃO TEM O IRÃ, SOZINHO,
como resistir indefinidamente aos ataques dos Estados Unidos e de Israel. Até porque Israel e Estados Unidos podem cometer mais um crime contra a humanidade e detonar bombas nucleares em território iraniano. Israel possui, pelo menos, 90 ogivas nessa modalidade. O Irã, zero. Num momento de afobação, no dia 7 de abril, Trump deu um piti e declarou que eliminaria a civilização iraniana em uma noite, coisa que só pode ser tentada com o uso de armamento atômico. Mas como o Irã se acostumou a fazer as coisas no modo solitário e numa crença extremista na vida após a morte, o martírio em defesa da causa passou a ser um traço da civilização persa que nem o medo de novas Little Boy e Fat Man tem conseguido abalar.

UM POODLE LOURO
foi em que se transformou o vociferante Donald, ao permitir que Netanyahu lhe colocasse na corrente. A ironia é que, sempre, quem punha a gargalheira nos outros era a Casa Branca. Há 24 anos, o primeiro-ministro britânico Tony Blair ficou conhecido mundialmente – por sua abjeta subserviência ao presidente americano durante a guerra contra o Iraque – como “o poodle de Bush” e até ganhou, de George Michael, música e videoclipe de sucesso, “Shoot the Dog”. Em 2026, Trump está na coleira, latindo e abanando o rabo para agradar Bibi, seu tutor: vergonha e desastre.

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