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Em 3/12/1839, a Igreja Católica proibia a escravidão no mundo
3 DE DEZEMBRO DE 1839 – A bula In Supremo Apostolatus, emitida pelo Papa Gregório XVI condena e proíbe a escravidão no mundo. O Brasil imperial, e profundamente católico, nem se buliu para respeitar a determinação papal e a escravatura seguiu em cartaz por mais 49 anos, ao contrário de países vizinhos, como o Peru, que proibiu o escravismo em 3 de dezembro de 1854, exatamente seis anos depois do líder da cristandade ter se pronunciado.
Diz a revista Aventuras na História: “A bula papal se refere a muitas outras cartas e pronunciamentos dados pela Igreja Católica ao longo dos anos que tinham como objetivo aliviar o sofrimento vivido pelos escravos, principalmente nas colônias da América do Sul. Uma dessas cartas, inclusive, foi enviada por Bento XIV, em 1741, endereçada aos bispos do Brasil, para que se opusessem contra a terrível prática”.
Gregório XVI, em sua diretiva papel, afirma que “é dever da Igreja direcionar seus fiéis para longe das práticas desumanas de comércio escravo com negros e todos os outros homens”.
“A carta teve consequências curiosas nos Estados Unidos", diz a Aventuras na História, "isso porque muitos bispos que atuavam ao sul do país, região com maior concentração de escravos, interpretaram que a bula condenava o tráfico de escravos em grande escala, em uma justificativa para a posse pessoal de escravos”.
Gregório XVI tinha o nome de Bartolomeu Alberto Cappellari, e viveu entre 1765 e 1846, sendo escolhido Papa em 1831.
Leia mais em: Há 180 anos, o Papa Gregório XVI condenava os horrores da escravidão (uol.com.br)


